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junkspace is the enemy of the soul


" THE tempo of today’s Web is different as well. A decade ago, a concept like the “real-time Web,” in which our every tweet and status update is instantaneously indexed, updated and responded to, was unthinkable. Today, it’s Silicon Valley’s favorite buzzword.
That’s no surprise: people like speed and efficiency. But the slowly loading pages of old, accompanied by the funky buzz of the modem, had their own weird poetics, opening new spaces for play and interpretation. Occasionally, this slowness may have even alerted us to the fact that we were sitting in front of a computer. Well, that turtle is no more.
Meanwhile, Google, in its quest to organize all of the world’s information, is making it unnecessary to visit individual Web sites in much the same way that the Sears catalog made it unnecessary to visit physical stores several generations earlier. Google’s latest grand ambition is to answer our questions — about the weather, currency exchange rates, yesterday’s game — all by itself, without having us visit any other sites at all. Just plug in a question to the Google homepage, and your answer comes up at the top of the search results."  
(...) 
" IT’S this idea that the individual experience is somehow inferior to the collective that underpins Facebook’s recent embrace of “frictionless sharing,” the idea that, from now on, we have to worry only about things we don’t want to share; everything else will be shared automatically. To that end, Facebook is encouraging its partners to build applications that automatically share everything we do: articles we read, music we listen to, videos we watch. It goes without saying that frictionless sharing also makes it easier for Facebook to sell us to advertisers, and for advertisers to sell their wares back to us."

" It took about 350 years, but finally, in virtuality, cogito ergo sum has come to mean something very concrete and actual. Now is a place, a co-ordinate; i am where “I” am not, and iThink (type, write, and right-click) therefore I am. If space is a practiced place, then collective navigation produces the commons. Like mall rats flipping tricks in a parking lot, users exhibit a feral fluency in the use (and transgression, as it is reimagined daily) of this common timespace: we tune out the ads and get on with the serious business of flirting, hustling, hanging out and talking shit. We know that this serious business is affective labor which produces capital for the custodians of netspace; indeed, meme culture (including but not limited to YouTube parody, stock photo art, cut-ups and image macros) can be seen as the user asserting a subjectivity that exists and thrives despite (and beyond) her status as targeted marketing demographic. Like the Occupy movement, these activities amount to a kind of politics of the public (virtual) body in (virtual) space. We may never own the means of production as such, but will continue to assert, pervert and subvert the commons anyway: a gesture of post-corporeal territorial pissing which necessitates neither phallus nor spray-can nor html."




the flood

Science is the sum total of a great multitude of mysteries. It is an unending argument between a great multitude of voices. It resembles Wikipedia much more than it resembles the Encyclopaedia Britannica.
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The evolution of life is a part of the evolution of the universe, which also evolves with increasing amounts of information embodied in ordered structures, galaxies and stars and planetary systems. In the living and in the nonliving world, we see a growth of order, starting from the featureless and uniform gas of the early universe and producing the magnificent diversity of weird objects that we see in the sky and in the rain forest. Everywhere around us, wherever we look, we see evidence of increasing order and increasing information.
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The immense size of modern databases gives us a feeling of meaninglessness. Information in such quantities reminds us of Borges’s library extending infinitely in all directions. It is our task as humans to bring meaning back into this wasteland. As finite creatures who think and feel, we can create islands of meaning in the sea of information.
 
Freeman Dyson

núm3ros

Depicts 83,000 Abu Ghraib prisoner photographs, equal to the number of people who have been arrested and held at US-run detention facilities with no trial or other due process of law, during the Bush Administration's war on terror.

Depicts two million plastic beverage bottles, the number used in the US every five minutes.

números grandes, mais uma vez. mas estes são nossos, bem nossos. porque são de coisas que nos pertencem e que nos vêm morder no rabo quando as olhamos suficientemente de perto. a ligação que os números fazem entre as coisas e nós próprios fazem-nos pensar, porque de repente a noção de escala se torna relevante e importante. porque os números querem dizer alguma coisa. e chris jordan - paladino activista de uma arqueologia contemporânea do caos - deixa-os falar. é bom que ouçamos, antes de ficarmos soterrados.

(via aspirinab)

doing it wrong

This might be a euphemism for something

I\m going to exterminate cherry!

mike litoris



little babies

normalmente, quando nos enviam imagens deste tipo (porque este tipo de imagens parece que existe para ser enviado), pensamos como o mundo é estranho e as pessoas que o habitam ainda mais (ignorantes), eventualmente partilhando e trocando comentários jocosos com outras pessoas que não têm mais nada que fazer, acrescentando que realmente a américa é um país estranho e as pessoas que a habitam ainda mais (ignorantes) - e isto tudo baseado na força de apenas uma imagem. pois bem, preparem-se para um overload de ultra-realismo. seguem-se centenas de imagens (e textos, e textos) do mundo que vos rodeia (a vós, mas sobretudo aos americanos, é verdade, a realidade acontece-lhes mais vezes, aparentemente), nesta sub-secção deste site fabuloso, onde os títulos completam genialmente as situações, num todo harmoniozo.

big numbers

ultimamente, temos visto alguns números mesmo grandes invadir o nosso quotidiano, pouco habituado a lidar com tantos zeros à direita. tratou-se mesmo de uma espécie de chuva de meteoritos abstractos, já que a coisa começou no espaço e se veio espalhar no meio da nossa doméstica noção de escala. de memória, primeiro foi o nada, o Grande Vazio: uma zona no espaço que contém absolutamente zero, nem matéria normal, nem anti-matéria, não há lá nicles, patavina, peva, nem com o google a gente se orienta naquele nenhures; e mede um bilião de anos-luz de um lado ao outro. grandito, portanto. depois, claro, foi a máquina do fim do mundo, o Grande Desatomizador Suíço, mais conhecido como LHC, que nos trouxe números impressionantes: o do femtossegundo, por exemplo, que corresponde a um milionésimo de um bilionésimo de segundo (tempo médio de uma cópula bem sucedida entre um bosão e uma antipartícula; tempo que demorou durão barroso a ponderar aceitar o emprego em bruxelas), mas também a velocidade a que atira os coitados dos protões uns contra os outros - 99.99% da velocidade da luz - gerando um calor 100 000 vezes superior ao do núcleo do sol, e a própria dimensão da coisa - com 27 quilómetros de diâmetro, é a maior máquina do mundo. da ciência, saltámos para aqui, para a net, onde ficámos a saber que já existe (pelo menos) 1 trilião de rivais deste blob, o que, convenhamos, torna a questão da concorrência algo mais metafísico (fazendo bem as contas, é mais do que um site por habitante da Terra). finalmente, a economia, a ciência dos números com que realmente fazemos contas, acabou por nos trair e lançar-nos sem cerimónia na arena do impressionismo abstracto: das notas de 100 biliões de dólares do Zimbabwe (com a sua inflaçãozinha de 2,2 milhões percentuais por ano e único país do mundo onde um computador pode custar 1,2 quadriliões de dólares zimbabwenses), passando pelos já mui comentados 700 biliões de dólares (americanos, estes) para tentar salvar uma situação criada por senhores que não deixaram de ganhar os seus 480 milhões de dólares nos últimos oito anos, apesar de deixarem afundar a sua empresa, até um dos números mais difíceis de imaginar de todos (e não estamos a falar de partículas subatómicas no universo): os mais de 10 triliões de dólares da dívida pública americana (ao ponto do "relógio da dívida" existente em Nova Iorque para a ir acompanhando ter ficado sem dígitos suficientes para acomodar o novo número). são números grandes. tanto, aliás, que se tornam em entidades abstractas, descorporalizadas, aparentemente distantes de nós. no fundo, parece que apenas desse modo eles podem sequer existir. mas a distância real a que eles estão deve equacionar-se com este número final, aquele que se torna menos abstracto cada dia que passa. e que nos vai tornando abstractos a nós. klaatu barada nikto.

a geração C e os produtos fãbricados

a internet é a nova torre de babel. é a nova tentativa de tocar os céus, sob uma linguagem unificada. desde que as pessoas se entendam, elas trabalharão juntas naturalmente. e o que começa online, continua offline. The internet sensibility is infecting the world of physical stuff. estes dois artigos, interligados, fornecem uma visão clara sobre o que está para acontecer, no verdadeiro mundo, basta ler para crer.
a geração C é definida, não pela sua idade mas pela sua actividade. tem a ver com comunidade, conectividade, criatividade, conteúdo, controlo, complexidade. Gen C make their own content. Gen C form strong communities, and care about communication. They want to be connected. Gen C take on broadcast media on their own terms: They get involved, and are happy to make their own celebrities. Gen C control their own lives; they’re happy with complexity and continuous partial attention. Gen C work and live creativity: they work in creative industries, don’t look down on making and crafting, and want to adapt mass market products in acts of co-creation. e os produtos para esta geração podem ser tratados como pessoas e terem os seus próprios seguidores, ainda ao nível da sua criação e desenvolvimento. estar envolvido desde o início, participar, beneficiar. esta é uma oportunidade incrível para os dois lados, consumidores e produtores, pois passam a falar a mesma língua - e a trabalhar juntos, consequentemente.
é o futuro, all over again.

o jogo mais importante do mundo?

superstruct é o primeiro massively multiplayer forecasting game do mundo, pode ser jogado por toda a gente, começou ontem e é acerca do que podemos fazer para salvar o planeta, basicamente. a ideia é imaginar como se vive em 2019 e arranjar soluções para resolver as cinco principais super-ameaças à preservação da humanidade, trocando ideias com uma comunidade de jogadores mundial. serious fun.