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aachi e ssipak


num futuro futurista onde os recursos escasseiam e o ambiente pia funesto, eis que é descoberta uma nova fonte de energia. renovável. inesgotável. bem humana.
agora cliquem para descobrir qual é, no trailer do que parece ser mais uma obra-prima sul-coreana de f-c pouco correcta, mais uma lufada de ar fresco provinda dos campos por lavrar da animação não-ianque que fazem florescer em nós redobradas esperanças na aposta em valores não-seguros que electrifiquem as nossas sinapses enferrujadas pela melancolia deste baço aquário a que chamamos a enfermaria B do andar de psiquiatria. menos a parte do ar fresco. disfrutem. em francês.

shitting there


admiro visceralmente os anúncios que vão fundo na penetração dos medos mais recônditos da alma imaculada, desafiando os tabus mais entrosados, subvertendo a moral e os bons costumes da burguesia sentada, descontextualizando clichés psico-sociais, utilizando desbragadamente a herança imagética surrealista - simplesmente para vender desinfectante para sanitas.
assim se lida de modo frontal com um dos supremos horrores do modo anal. repensar a sanita. eis o que faz falta. a relação com o Outro através da transmissão de germes inscrustados em resíduos secos colados em pêlos púbicos. a (perigosa?) aleatoriedade do alheio no privado e a sua íntima relação com shannen doherty. e as imagens apresentadas revelam o paradoxo último do trono defecador: se fossem invertidas, a mensagem seria a mesma. holy shit.

leitura de casa de banho

outro dia, no meio da minha meditação bimestral sobre a problemática da conjuntura, surgiu-me a ideia de usar papel higiénico para fazer livros - ou de fazer livros com papel higiénico, o que é mais ou menos a mesma coisa, mas que podia ser patrocinado pela renova. claro está que, os japoneses (que são muito à frente) já tinham pensado e feito isso tudo, tacteando o mercado com a introdução, no seu âmago, da leitura mais indicada para a defecação prolongada: a banda desenhada (sei do que falo). o brilhantismo da iniciativa nipónica confunde-me.
lembrei-me de um possível dilema, contudo: e se um fã da história está mesmo aflito e, descuidadamente, não guardou um rolo de lado para a sua colecção, vendo-se obrigado a ter de usar o último?...

cocó e chichi


fezes + urina = peluches adoráveis. claro.
o meu inconsumável amor por bonecos de peluche bizarros acaba de ser renovado com a linha Pee&Poo, o resultado positivamente adorável da mente gráfica de uma sueca e que inclui igualmente cuequinhas, t-shirtesinhas, meiazinhas e tatuagenzinhas temporárias. no sítio desta lucrativa empresa escandinava (que é como quem diz, nórdica, ou melhor ainda, é mesmo sueca) podem comover-se com os coraçõezinhos amarelos e castanhos que simbolizam o amor de pee e de poo pelas crianças e imagens das próprias crianças (nórdicas ou escandinavas) felizes (são suecas) a posar com os seus novos amiguinhos do interior, educativos e fofos. originalmente vendidos em separado, agora podemos ter ambas as funções numa caixa única!