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books are the natural food for thought
Johann Hari:
" The book -- the physical paper book -- is being circled by a shoal of sharks, with sales down 9 percent this year alone. It's being chewed by the e-book. It's being gored by the death of the bookshop and the library. And most importantly, the mental space it occupied is being eroded by the thousand Weapons of Mass Distraction that surround us all.
[...]
A book has a different relationship to time than a TV show or a Facebook update. It says that something was worth taking from the endless torrent of data and laying down on an object that will still look the same a hundred years from now.
[...]
That's why we need books, and why I believe they will survive. Because most humans have a desire to engage in deep thought and deep concentration. Those muscles are necessary for deep feeling and deep engagement. Most humans don't just want mental snacks forever; they also want meals.
[...]
We are the first generation to ever use the internet, and when I look at how we are reacting to it, I keep thinking of the Inuit communities I met in the Arctic, who were given alcohol and sugar for the first time a generation ago, and guzzled them so rapidly they were now sunk in obesity and alcoholism."
" The book -- the physical paper book -- is being circled by a shoal of sharks, with sales down 9 percent this year alone. It's being chewed by the e-book. It's being gored by the death of the bookshop and the library. And most importantly, the mental space it occupied is being eroded by the thousand Weapons of Mass Distraction that surround us all.
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A book has a different relationship to time than a TV show or a Facebook update. It says that something was worth taking from the endless torrent of data and laying down on an object that will still look the same a hundred years from now.
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That's why we need books, and why I believe they will survive. Because most humans have a desire to engage in deep thought and deep concentration. Those muscles are necessary for deep feeling and deep engagement. Most humans don't just want mental snacks forever; they also want meals.
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We are the first generation to ever use the internet, and when I look at how we are reacting to it, I keep thinking of the Inuit communities I met in the Arctic, who were given alcohol and sugar for the first time a generation ago, and guzzled them so rapidly they were now sunk in obesity and alcoholism."
sou, logo penso
só aprendemos verdadeiramente quando fazemos as coisas por nós próprios, ou seja, percorremos sozinhos o caminho da inteligência (que é um e vários simultaneamente). isto aplica-se naturalmente aos nossos processos mentais, à forma como chegamos às coisas. o software, em geral, tenta acomodar os parâmetros mais gerais desses processos, replicando-os em certa medida, para optimizar a sua própria utilidade como ferramenta. um computador será assim tanto mais útil quanto mais se entender com a nossa forma de pensar. inversamente, se o nosso pensamento for parametrizado por ou seguir o software da máquina, estará a auto-limitar-se e a desperdiçar o seu potencial. as extraordinárias capacidades da máquina são-no precisamente por ampliar as da mente, não por tentarem reproduzir a sua personalidade (ela faz, não é). se a mente estiver subsumida à máquina, aos poucos vai deixando de ser mente, porque deixa de ter personalidade. a denominada inteligência artificial pretende apenas dar personalidade a algo que, por enquanto, apenas possui capacidade. por isso, não custa perceber as conclusões de um psicólogo holandês, quando diz que o uso da oralidade e da escrita directa (papel, caneta, lápis) - e não o de computadores ou software - promove a criatividade, a memória e sobretudo a actividade mental por oposição à sua preguiça. o cérebro trabalha bem e trabalha muito e sabe reconhecer quando alguém (ou algo) pode fazer parte do trabalho por ele; o que chamamos "preguiça", provavelmente ele chamaria de pragmatismo: o deixar de executar certas tarefas permite-lhe ir mais além noutras, eventualmente alcançar outro patamar de raciocínio - ainda conhecemos muito pouco sobre ele para percebermos o que se passa ao certo. mas se ele souber apropriar-se, embeber a utilidade intrínseca do software, a questão passa a ser - como bem diz o psicólogo - a necessidade de evolução no interface entre máquina e humano, ou seja, a forma como o software se deverá adaptar (sempre ele) aos processos neuronais, para melhor os servir. em termos de ensino, parece-me que o ideal, para mim, seria manter uma dose saudável de métodos de aprendizagem naturais - leitura e oralidade, com um tutor ou pelo menos poucas pessoas à volta - acompanhados lateralmente por software evolutivo/orgânico, que explorasse em paralelo outras zonas da mente. a ver vamos, como diria o cego.
buraco negro
primeiro exercício: fixem o ponto preto no centro da imagem durante cerca de um minuto e as coisas coloridas à sua volta desaparecerão.
segundo exercício: fixem este blob durante exactamente quarenta e dois minutos e as coisas coloridas à vossa volta desaparecerão. todas. para sempre.
imagem via ubercalifragilisticxpialidocious
knojo
já se sabia que ler dá bastante jeito (é, tipo, como uma casa). podem-se ler as legendas dum filme estrangeiro legendado em português, dá para ver a data de validade dum preservativo, serve para se empurrar uma porta em vez de puxar (embora às vezes tanto faça), podem ler-se os direitos a um mau, ajuda a perceber o enredo do Tio Patinhas, poupa ter que comprar um jornal desportivo (lê-se as parangonas, pois claro), é bom quando se recebe um recado escrito, ajuda quando se vai de viagem nas placas indicativas ("outras direcções" dá sempre jeito), evitam-se complicações nos acordos prenupciais, enfim, é um ror de utilidades e maravilhas. agora descobriram que até é igual (ou melhor) a ver uma cena que mete nojo na televisão (ou no cinema, ou na interneta). explicando: os cientistas dos países baixos fizeram umas experiências que mostram que mostrar umas cenas nojentas - tipo provar uma coisa que sabe mal - e ler e imaginar outras cenas nojentas - tipo ir de encontro a um bêbado que nos vomita na boca - provoca o mesmo tipo de actividade no cérebro, e logo na insula anterior. hã? ess'agora. afinal ler tem muito que se lhe diga, não é só aquela cena ultra-arcana que se usava para torturar criancinhas na escola. plos vistos, ainda dá jeito. é pena é ser só para cenas nojentas e não daquelas-que-a-gente-sabe, porque tenho a casa repleta de livros e a televisão avariada. mas tenho fé na ciência. e no cérebro.
cérebro: a última fronteira
este artigo de clive thompson na wired sobre a "privacidade mental" cada vez mais ameaçada com as tecnologias emergentes de intrusão cerebral (dirigir queixas ao Centro para a Liberdade e Ética Cognitiva) é realmente perturbador e exigiria que começássemos a pensar e a tomar uma posição crítica sobre o assunto imediatamente.
felizmente que a maioria de nós não usa mesmo o cérebro.
excerto:
"We're going to be facing this question more and more, and nobody is really ready for it," says Paul Root Wolpe, a bioethicist and board member of the nonprofit Center for Cognitive Liberty and Ethics. "If the skull is not an absolute domain of privacy, there are no privacy domains left." He argues that the big personal liberty issues of the 21st century will all be in our heads — the "civil rights of the mind," he calls it.
___
"tension
apprehension
and dissension
have begun"
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