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has the world pushed us too far?



"The principal focus of The Human Centipede II (Full Sequence) is the sexual arousal of the central character at both the idea and the spectacle of the total degradation, humiliation, mutilation, torture, and murder of his naked victims.
(...)
It is the Board’s conclusion that the explicit presentation of the central character’s obsessive sexually violent fantasies is in breach of its Classification Guidelines and poses a real, as opposed to a fanciful, risk that harm is likely to be caused to potential viewers."






"Is there such a thing as self-exploitation? And what's to distinguish simple exhibitionism, and those who would leverage it for profit, from a legitimate, artistic, and maybe spiritual exploration of the body's limits? (I'm including "spiritual" because ecstatic states similar to those depicted in the horror flick Martyrs are briefly, but convincingly, touched upon.)
(...)
 It's interesting, for example, that the height of Insex's popularity overlaps with the rise of bondage and fetishistic torture in U.S. horror films--just a coincidence? And don't forget that this was also the age of the caught-on-camera sexual humiliations at Abu Ghraib and U.S. debate over the "soft" tortures of Guantanamo. Again, maybe these specific historical and political items aren't that relevant to the events and ideas presented in GSH, but the fact remains that while watching the film you'd never know that any of its compelling themes might intersect with the wider world."



não julguem um filme pelo seu cu


o medo e o desejo são as duas forças mais poderosas que movem a humanidade. porquê desperdiçar assim o seu efeito potencial, senão por se ter medo que o filme não provoque o desejo de ser visto, ou que apenas uma delas seja eficaz?
qualquer que seja o veredicto final, não me estou propriamente a queixar, vejamos.

matrioshka

este vídeo de tyson ibele poderia ilustrar o conceito de clímax num filme de terror no espaço.
na realidade, foi a sua contribuição para o desafio da cgsociety uplift universe, um sítio de coisas interessantes.

traumas de infância





experimentem pôr os dois ao mesmo tempo.

(julgava que os chapi chapo eram a preto e branco.
porque eu vi-os a preto e branco.
às vezes, quando fecho os olhos à noite, ainda os vejo. a mexer. a música. eles. a mexer. e depois acordo a gritar)

teasers


isto sim, é anunciar um filme, propôr um desafio, despertar o interesse através de um convite enigmático, mas pleno de ambiente e de carácter. isto sim, é marketing bem feito. isto sim, os teasers, não os actuais trailers-que-contam-a-história-toda-incluindo-cenas-essenciais-ou-que-não-aparecem-sequer-no-filme. caramba.

odete


desculpas esfarrapadas, é o que é


antes da internet, havia as capas de LP

sim, o mundo não ficou fascinante e bizarro de repente só por causa da net. já há muito tempo que as capas de discos (dos pretos e grandes) revelavam ousadamente como o mundo se compõe, de facto, de submundos (obrigado, jn), ao mesmo tempo que desafiavam as concepções mais arcaicas de arte, bom gosto e marketing agressivo. aqui jazia a verdadeira no man's land estética, ética e poética. o epítome do self-made record - e suas consequências trágicas no subconsciente do espectador incauto. graças a este site magnífico (e a deus), podemos finalmente tentar responder a algumas das questões mais fundamentais do género humano: o que é a arte? concretamente, o que é que a arte tem a ver com as capas destes LP (e singles)? como vender (mais) discos? será que esta é a verdadeira razão para a crise discográfica? será que é a solução? qual a relação íntima entre deus e cabeleireiros? será que houve mesmo um período em que parte considerável da humanidade estava cega? será que as imagens estão relacionadas com a música que promovem? e nesse caso, não estaremos perante uma violação de uma convenção de genebra sobre os direitos humanos?
um aviso: algumas destas capas não vos deixarão incólumes. pesadelos poderão acontecer.

medo no escuro





winter is coming.

e vocês, sobreviveriam à noite dos mortos-vivos?


é comum em filmes de terror as personagens cometerem erros crassos, que determinam o seu desaparecimento precoce do ecrã, e ainda é mais comum os espectadores comentarem sobre essas mesmas faltas de discernimento óbvias, seja berrando ainda na sala directamente para as potenciais vítimas, seja mais tarde, em tertúlias post-mortem da mais etérea erudição, com um esgar revelador de sabedoria e preparação inatas para situações passíveis de induzir a não-viabilidade num par de segundos. se a primeira situação decorre muitas vezes de fraqueza ou pragmatismo do argumento (no sentido de aproximar a personagem do escalão médio de q.i. do espectador médio, fornecendo-lhe ampla desculpa para simultaneamente barafustar e fruir de violência excessiva gratuita), já a segunda consiste muitas vezes em pura gabarolice e tolice. numa situação "real" de stress extremo, é mais fácil cometer erros do que agir racionalmente, na maior parte dos casos. as escolhas não são tão óbvias como gostaríamos que fossem.
não quero desculpar argumentos preguiçosos e prefiro sempre vítimas inteligentes, mas se vos calhasse a vós estarem enfiados numa casa com uma horda de zombies a aproximarem-se, o que fariam? gniarghahahahahahahahahahah, escolham bem, se não querem que o filme acabe convosco!

manceba em estado não-viável


melhor cartaz de filme de terror/thriller sobre adolescentes que descobrem numa sala recôndita de um asilo abandonado uma jovem nua acorrentada a uma cama com a qual decidem praticar actos abomináveis que consequentemente lhes acarretam consequências funestas mas de grande gáudio para as hostes mirantes que eu vi este ano.