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mas podia ter sido assim

pelo menos no universo da marvel.
o daily bugle acabou por reconhecer ter-se precipitado e retractou-se. enfim, menos mal. fica para a próxima. mas foi por pouco. muito, muito, pouco.
e o meu voto para casal do ano vai para
o meta-autor
ao desconstruir os mecanismos de promoção de livros na televisão (abaixo) e na net (aqui, por exemplo) com a cumplicidade dos (melhores) profissionais nas respectivas áreas, john hodgman consegue uma pirueta difícil de executar: a meta-ficção a usar a meta-comédia como processo de transformação do autor na mensagem. não perceberam? leiam o livro.
os americanos ainda conseguem ser geniais
para referência quanto à expressão usada no vídeo - tornada célebre há uns anos numa campanha televisiva da cerveja budweiser -, sigam os links deste post.
doing it wrong
normalmente, quando nos enviam imagens deste tipo (porque este tipo de imagens parece que existe para ser enviado), pensamos como o mundo é estranho e as pessoas que o habitam ainda mais (ignorantes), eventualmente partilhando e trocando comentários jocosos com outras pessoas que não têm mais nada que fazer, acrescentando que realmente a américa é um país estranho e as pessoas que a habitam ainda mais (ignorantes) - e isto tudo baseado na força de apenas uma imagem. pois bem, preparem-se para um overload de ultra-realismo. seguem-se centenas de imagens (e textos, e textos) do mundo que vos rodeia (a vós, mas sobretudo aos americanos, é verdade, a realidade acontece-lhes mais vezes, aparentemente), nesta sub-secção deste site fabuloso, onde os títulos completam genialmente as situações, num todo harmoniozo.
crisis? what crisis?
os rapazes gostam de clubes. sempre gostaram, sempre gostarão. os clubes definem-se pela sua exclusão, ou seja, por quem fica de fora. neste caso, sentimo-nos todos de fora. e nada como o humor dos ingleses (que têm os melhores clubes do mundo) para nos lembrar.
(obrigado, lfs)
começar o pior possível
os prémios (ele há realmente prémios para tudo) Bulwer-Lytton premeiam (tal como o nome indica) as piores frases iniciais possíveis (tal como esta) para livros imaginários (embora isto não seja um livro, mesmo que imaginário), divididos por géneros (literários). desta feita, é o horror que é recompensado, a forma mais semiscarúnfia de se iniciar uma narrativa (felizmente sem continuação) a ser agraciada no pódio da imaginação delirante e doentia - ou meramente ultra-pirosa e divertida. seguem-se algumas das minhas pérolas preferidas da edição deste ano (mas vale a pena ler todas).
- ficção genérica:
Theirs was a New York love, a checkered taxi ride burning rubber, and like the city their passion was open 24/7, steam rising from their bodies like slick streets exhaling warm, moist, white breath through manhole covers stamped "Forged by DeLaney Bros., Piscataway, N.J."
- aventura (segundo prémio):
"Die, commie pigs!" grunted Sergeant "Rocky" Steele through his cigar stub as he machine-gunned the North Korean farm animals.
- prosa cor-de-rosa:
The mongrel dog began to lick her cheek voraciously with his sopping wet tongue, so wide and flat and soft, a miniature pink fleshy cape soaked through and oozing with liquid salivary gratitude; after all, she had rescued him from the clutches of Bernard, the curmudgeonly one-eyed dogcatcher, whose own tongue -- she remembered vividly the tongues of all her lovers -- was coarse and lethargic, like a slug in a sandpaper trenchcoat.
- ficção científica:
Timothy Hanson, Commander of the 43rd Space Regiment in the 52nd Battalion on board the USAOPAC (United Space Alliance Of Planets Attack Carrier) and second in command to Admiral L. R. Morris of the USAOP Space Command, awoke early for breakfast.
inútil será dizer que, depois disto, enterrei definitivamente as minhas aspirações literárias.
primeiro rir e depois pensar
uma das características mais problemáticas que a ciência pode ter, tal como este blob, é o ser tão séria. esta aparência decorre do preceito erróneo de que, para tratar de coisas sérias é preciso ser sério (formulado certamente por quem nunca conheceu um cientista). ora a seriedade não é mais do que a capacidade de se ser sincero visto de todos os ângulos - posição que sugere vulnerabilidade e portanto necessita de uma pitada de dignidade, ou seja, uma série de atributos similares a um questionário de admissão num clube privado, sem os quais não se entra. assim se crê defender a seriedade da coisa. sendo a coisa normalmente a resposta última aos segredos do universo, da vida e de tudo em geral, pode perguntar-se de que é que ela precisa de ser defendida: ora, do riso, evidentemente. e porquê? porque a maior parte das vezes a ciência não está tão segura de si mesma como faz parecer e sofre uma ligeira crise de identidade pública. mas se, por um lado, o riso é absolutamente sério (se sincero) e portanto faz inerentemente parte do seu campo de estudo, por outro, a ciência, como egoísta que é, está habituada a evoluir e a sobreviver, pelo que aprendeu há muito tempo a absorver o sentido de humor, digeri-lo, mutá-lo e regurgitá-lo para seu próprio benefício. é exactamente isso que faz a organização Improbable Research, cujo lema é "research that makes people laugh and then think". um grupo de cientistas e colaboradores bem dispostos que apostam na divulgação científica e no desenvolvimento do espírito crítico, são eles que atribuem anualmente os famosos prémios IgNobel, cuja edição de 2008 acabou de ter lugar, em Harvard. foram outorgados prémios em dez diferentes áreas do conhecimento, tais como
- Economia: estudo sobre o efeito que o ciclo menstrual das dançarinas exóticas exerce sobre a quantidade de gorjetas que recebem;
- Biologia: estudo que prova que as pulgas num cão saltam mais alto do que as pulgas num gato;
- Química: o estudo que prova que a coca-cola é um espermicida eficaz e o estudo que demonstra que a coca-cola não é um espermicida eficaz;
- Paz: prémio à suíça (pré-LHC) por ter dado força legal ao princípio de que as plantas possuem dignidade.
mas vale a pena ver a lista completa, incluindo as listas dos outros anos. os cientistas são pessoas mais sérias do que suspeitávamos.
sarah palin tem resposta para tudo
podem perguntar o que quiserem à vice-coisa republicana, que ela riposta com uma barragem de palavras encavalitadas umas nas outras, vagamente ligadas entre si e ainda mais vagamente ligadas ao assunto, de forma a afundar entrevistador e, neste caso, leitor, num mar de spam verbal. pelo menos é o que demonstra este site, que gera (aparentemente infinitas) respostas automáticas a quatro questões prementes na américa, baseadas em respostas reais da senhora. se não fosse tão cómico, era assustador. mas se calhar é ao contrário.
Q: How will you fix the economy?
The economy and putting it back on the verbiage that Senator McCain chose to use because the fundamentals, as he was having to explain afterwards, he means the ingenuity of the United States as being a force for good in the war. You can't blink. So, I believe that what you are seeking, also? That strategy that has been lack, I believe, here at the oversight that has been overwhelming to me who the good guys. Through reform, absolutely. Look at the oversight as people are trusting these companies with their investments, with their life savings, with their life savings, with their life savings, with their life savings, with their insurance policies, and construction bonds, and everything else.
os homens mais sérios da américa
STEWART: We were in this huge credit crisis, out of money. Then the Fed goes, We'll give you a trillion dollars, and all of a sudden Wall Street is like, ''I can't believe we got away with it!'' Can you imagine if someone said, ''I shouldn't have bought that sports car because it means I can't have my house,'' and the bank just said, ''All right, you can have your house. And you know what? Keep the car.'' [He throws up his arms joyfully and shouts] ''Yeaaaaah, I get to keep the car! Wait, do I have to give the money back?'' ''No, it doesn't matter.'' ''Yeah, I'm gonna get another car! I'm gonna do the same thing the same way, except twice as f---ed up!''
COLBERT: The idea that Lehman Brothers doesn't get any money and AIG does reminds me very much of ''Iran is a mortal enemy because they have not achieved a nuclear weapon. But North Korea is a country we can work with, because they have a nuclear weapon.'' The idea is, Get big or go home. How big can you f--- up? Can you f--- up so bad that you would ruin the world economy? If it's just 15,000 who are out of jobs, no. You have to actually be a global f---up to get any help.
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