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prova de que os extraterrestres aterraram há muito tempo e são os japoneses







continuo a ter vontade de ir ao japão. tenho a noção de que o país é super-normal, sereno, sério e cinzento e que estas coisas são produtos de propaganda para os gaijin, para os manter afastados do seu solo sagrado, alimentando e satisfazendo esta fantasia de surrealismo-zen on acid.
mas a mim não me enganam.

provavelmente, eu não conseguiria

vale a pena chegar ao 6º minuto.



isto para mim é pior que o blair witch. três perguntinhas apenas:
- como é que se consegue estar a filmar o tempo todo?
- como é que se terá construído esta coisa do demo?
- e se se levanta uma ventania??

bat-manga!

isto é o que acontece quando o génio esfuziado dos mangá (dos anos sessenta, no less) encontra o génio abismal do cavaleiro das trevas:



vivemos tempos tremendos.

steampunk, pronto


(suspiro) não resisti. provavelmente viria a falar de algo ligado à cultura steampunk mais tarde ou mais cedo, por isso não faz mal. é que este portátil é mesmo pujante (tem tudo, entradas usb, wi-fi, dvd, etc.)...

more human than human


será realmente possível transferir algo da essência do humano para um objecto inanimado que nos está próximo? não terá o próprio espelho um pouco de nós? serão os objectos a nossa real razão de existir? será que se podem adoptar bonecas?

o executivo koala e o capachinho voador



não encontro palavras para descrever a oeuvre de minoru kawasaki, um dos patronos do cinema de culto japonês (há outro?). vejamos o que ele diz. e agora só vejamos (clicando nas capas para os respectivos trailers).



eu acho que deve ser qualquer coisa na água, lá no japão.

chocolate



até me vieram lágrimas aos olhos.

leitura de casa de banho

outro dia, no meio da minha meditação bimestral sobre a problemática da conjuntura, surgiu-me a ideia de usar papel higiénico para fazer livros - ou de fazer livros com papel higiénico, o que é mais ou menos a mesma coisa, mas que podia ser patrocinado pela renova. claro está que, os japoneses (que são muito à frente) já tinham pensado e feito isso tudo, tacteando o mercado com a introdução, no seu âmago, da leitura mais indicada para a defecação prolongada: a banda desenhada (sei do que falo). o brilhantismo da iniciativa nipónica confunde-me.
lembrei-me de um possível dilema, contudo: e se um fã da história está mesmo aflito e, descuidadamente, não guardou um rolo de lado para a sua colecção, vendo-se obrigado a ter de usar o último?...

a menina do mar



ponyo on the cliff by the sea é a mais recente obra-prima do mestre Hayao Miyazaki e trata da amizade entre uma peixinha que foge do mar e se quer tornar humana e um menino de cinco anos. espero que haja herdeiros à altura de Miyazaki.

o leite faz crescer

nestes tempos em que se diz mal de tudo, o leite precisava de um boost de marketing direccionado, a fim de maximizar o seu público-alvo alargado. que inclui certamente homens de negócios libidinosos e otakus em geral. assim, este admirável anúncio nipónico pretende subtilmente fornecer pistas para a resposta àquelas duas insidiosas e ancestrais questões que nos afligem a todos: afinal de onde vem o leite? e afinal que parte do corpo é que faz crescer?



o refrão? "gosto de leite, gosto de leite, gosto de leite!"
mmmh.

poder - dinheiro - mangá

"As acções de editoras de "manga", de fabricantes de brinquedos e de outros títulos associados à indústria da banda desenhada japonesa valorizaram durante a sessão de hoje, impulsionadas com a possibilidade de Taro Aso ser o novo primeiro-ministro nipónico."

esta surpreendente notícia atiçou-me as seguintes reflexões:
- no japão, há empresas de mangá cotadas na bolsa
- no japão, há uma relação directa e imediata entre os gostos do primeiro-ministro (mesmo que potencial) e a economia de um dos países mais poderosos do mundo
- no japão, o primeiro-ministro (mesmo que potencial) lê
- o mangá tem (continua a ter) futuro e vai ser a forma de arte dominante no globo já depois de amanhã
- Taro Aso tem 67 anos (esta não é uma reflexão, é mais uma constatação)
- Taro Aso apoiou Doraemon como embaixador cultural do japão, o que o torna, automaticamente, num génio
- quero a nacionalidade japonesa, para:
- votar nele
- ir para o japão, de uma vez por todas

a sesta e o regaço

num universo alternativo (no japão, por exemplo) esta bem que pode ser a verdadeira resposta à Pergunta Suprema: the comfy nap girlfriend lap pillow.
terão saias em látex?

vlob: robot wars

no japão há uma competição denominada robo-one, que coloca em confronto pequenos robots bípedes de forma humanóide. o fabuloso concorrente vermelho é a incarnação em alumínio de um lutador de sumo com um estilo e um vigor notáveis.
no japão acontecem coisas com piada.
se calhar eu gostava de viver no japão. ou não.



hophophophophophophophophophophophophophophophop

a moça-máquina ou a noiva de tetsuo


na sequência directa de termos falado no japão e em einstein consecutivamente, o lógico é mostrar o trailer do mais recente opus de Noboru Iguchi, the machine girl, uma mui estimável narrativazinha escorreita (que apreciaremos sem dúvida no próximo festival invicto), cujo tema, lançamos o desafio da adivinhação, trata de:
a) uma andróide adolescente com problemas existenciais por causa da ausência de menstruação
b) o quotidiano glauco de uma empregada de uma fábrica de máquinas de calibrar giroscópios
c) a vingança desproporcionada de uma rapariga normal a quem mataram o irmão e amputaram o braço
d) um arraial de porrada gore sem nome, onde a tecnologia e o sangue dançam o vira agarradinhos
... e um duplo cheeseburger para os senhores que escolheram não uma, mas duas das alíneas propostas, concretamente a c) e a d) (sim!)! mais palavras para quê, LET'S LOOK AT THE TRAILA!
bom, e agora que o insuportável suspense já passou, podemos enxertar à vontade alguns spoilers sobre a obra-prima retirados daqui.
"The spraying of blood is, I’m sure, out to set some kind of record in sheer volume."
"Swords rammed through skulls, out of gaping mouths and massive, cylindrical holes shot through the chests of flailing victims. Gruesome torture involving massive nails being hammered into a victim’s forehead…With all of this graphic violence is there any room for humor? The depictions of beheadings and the slicing and dicing of victims is so incredibly ‘extreme-anime’ you can’t help but howl and laugh."
os meus olhos já se estão a babar.