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prova de que os extraterrestres aterraram há muito tempo e são os japoneses
continuo a ter vontade de ir ao japão. tenho a noção de que o país é super-normal, sereno, sério e cinzento e que estas coisas são produtos de propaganda para os gaijin, para os manter afastados do seu solo sagrado, alimentando e satisfazendo esta fantasia de surrealismo-zen on acid.
mas a mim não me enganam.
lisboa é a seguir, quase de certeza
provavelmente, eu não conseguiria
vale a pena chegar ao 6º minuto.
isto para mim é pior que o blair witch. três perguntinhas apenas:
- como é que se consegue estar a filmar o tempo todo?
- como é que se terá construído esta coisa do demo?
- e se se levanta uma ventania??
isto para mim é pior que o blair witch. três perguntinhas apenas:
- como é que se consegue estar a filmar o tempo todo?
- como é que se terá construído esta coisa do demo?
- e se se levanta uma ventania??
bat-manga!
isto é o que acontece quando o génio esfuziado dos mangá (dos anos sessenta, no less) encontra o génio abismal do cavaleiro das trevas:
debaixo da terra



as coisas subterrâneas sempre me fascinaram - e não, desta vez não estou a falar de sexo -, muitas vezes pelo horror adivinhado de uma sensação paralizante de claustrofobia - arrepiavam-me as cenas de espeleologia aventurosa, quando alguém (com certeza para fugir a aranhas mutantes gigantes cegas mas com sonares estupendos) tinha de mergulhar através de um túnel aquático sob um bilião de toneladas de pedra sem saber qual o seu comprimento ou sequer se teria fim. brrr.
agora, imaginem: uma cidade inteira debaixo do chão. casas, ruas/corredores, pontes, com capacidade para 10 000 almas. sem céu. sempre com a mesma luz. ela existe e já é velhinha, chama-se derinkuyu, é na turquia, foi construída para fugir a invasões demasiado rotineiras, tem pelo menos 20 níveis e por mais que adorasse lá ir filmar a minha obra-prima de terror infra-espacial, nunca lá hei-de pôr os pés.
dançar sobre arquitectura

para recompensar os pobres arquitectos pelas suas estupendas mas certamente mal pagas prestações (em altruísmo e bom gosto) na concepção e implementação das grelhas habitacionais e rodoviárias suburbanas que adornam, enfeitam, sublimam ao ponto da utopia os arredores invejáveis das nossas grandes cidades, certos patronos ou municipalidades permitem-lhes amiúde uma ejaculaçãozinha fantasiosa, com ou sem a ajuda dos respectivos proprietários - nalguns casos, é difícil imaginar que autorizaram sequer a coisa. alguns velhos, outros novos, muitos conhecidos e muitos mais anónimos (até agora), eis alguns exemplos de como a arquitectura pode ser arte. ou não. mas sempre com imenso sentido de humor.
uma capa para começar bem o dia
a ficção científica pode enlouquecer-vos

ou pelo menos este livro pode. aparentemente, o autor já estava razoavelmente demente - ou para lá de ganzado - quando o regurgitou nos idos de 1976. prova # 1: o enredo. excerto aleatório:
"The lemon girl and her boyfriend turn out to be from beyond the Zone, or two jumps removed from our reality, or something. It's kind of confusing. And the Superclown turns out to have been trained since birth to fight the Time Snake, or at least that's what the lemon girl tells him. He has weird memories of his childhood, which turn out to have been images of the Time Snake planted in his mind. Or something. They tell him to go kill the Time Snake and prove he's a man. In the end, the Superclown realizes that the lemon-girl and her mean boyfriend are playing him. The Time Snake is actually nice, and is from the distant future of the human race, and just wants to make friends."
prova #2: o título. que promessa de um showdown pujante.
o mito de se poder escrever melhor sob a influência de drogas que expandam a nossa consciência por vezes obnubila o facto de que os resultados podem ser apenas total e desalmadamente desassisados. o que não os torna menos divertidos, vejamos. adorava ver a adaptação ao cinema deste.
nota - há indícios de potenciais provas residuais que apontam na direcção de este livro poder ter criado, sozinho, uma singularidade penetradora do espaço-tempo e assim ter desencadeado o dark flow. consta.
há alguma coisa lá ao fundo
adoro este tipo de descobertas. os cientistas descobriram que existe algo, estruturas desconhecidas (brrr), para lá do nosso horizonte cosmológico - que fica a cerca de 14 biliões de anos-luz de distância - a puxar o nosso universo (e tudo o que nele está contido, tipo nós) na sua direcção, à velocidade de mais de 3 milhões de quilómetros por hora. este fenómeno tem o nome fascinante de dark flow (tem mais pinta do que aspirador pós-cósmico). e levanta um par de questões interessantes, do tipo: se há um lá, tratar-se-á de outro universo? que tipo de força poderia chupar assim o nosso? será este o anti-big bang (ou a formação de outro, no universo ao lado)? porque é que os cientistas ficam famosos a fazer perguntas a que ninguém sabe responder (mas soam bem em ocasiões sociais)? portanto, das duas uma: ou se trata da descoberta mais importante do multiverso - algo que apenas saberemos daqui a uns biliões de anos, se ainda cá estiver alguém (o santana lopes?) - ou é simplesmente deus a enrolar a cena toda, finalmente farto de não ter ninguém para jogar aos dados.
e o meu voto para casal do ano vai para
o executivo koala e o capachinho voador
não encontro palavras para descrever a oeuvre de minoru kawasaki, um dos patronos do cinema de culto japonês (há outro?). vejamos o que ele diz. e agora só vejamos (clicando nas capas para os respectivos trailers).
eu acho que deve ser qualquer coisa na água, lá no japão.
traumas de infância
pânico na aldeia
ah, a animação belga. a única verdadeira alternativa aos cromados da pixar.
esta série de génio acaba de ser transformada numa longa-metragem (filme com longas sequências passadas no metro), para gáudio das hostes que assim passam a olhar para os seus antigos bonecos de plástico (pequeninos) com outros olhos (são os mesmos, mas de outra maneira), nomeadamente os caubóis, os índios e os cavalos, figuras tradicionais belgas.
esta série de génio acaba de ser transformada numa longa-metragem (filme com longas sequências passadas no metro), para gáudio das hostes que assim passam a olhar para os seus antigos bonecos de plástico (pequeninos) com outros olhos (são os mesmos, mas de outra maneira), nomeadamente os caubóis, os índios e os cavalos, figuras tradicionais belgas.
doing it wrong
normalmente, quando nos enviam imagens deste tipo (porque este tipo de imagens parece que existe para ser enviado), pensamos como o mundo é estranho e as pessoas que o habitam ainda mais (ignorantes), eventualmente partilhando e trocando comentários jocosos com outras pessoas que não têm mais nada que fazer, acrescentando que realmente a américa é um país estranho e as pessoas que a habitam ainda mais (ignorantes) - e isto tudo baseado na força de apenas uma imagem. pois bem, preparem-se para um overload de ultra-realismo. seguem-se centenas de imagens (e textos, e textos) do mundo que vos rodeia (a vós, mas sobretudo aos americanos, é verdade, a realidade acontece-lhes mais vezes, aparentemente), nesta sub-secção deste site fabuloso, onde os títulos completam genialmente as situações, num todo harmoniozo.
trailer de homem de ferro vai ser longa-metragem!
a onion news network confirmou recentemente que o fabuloso trailer do homem de ferro irá ser adaptado a um filme de longa duração. a notícia causou sensação nos círculos mais intelectualmente desenvolvidos e diversos fãs manifestaram a sua profunda apreensão pela possível falta de respeito ao espírito da obra, como já amiúde tem acontecido (veja-se o que aconteceu com o 300). "se isto se vier a tornar uma trend, onde é que parará? será que não conseguem deixar os trailers em paz?", pergunta, emocionado, um professor de nano-semiótica aplicada que preferiu o anonimato. os produtores cinematográficos, garantem, contudo, que não há razões para apreensão, prometendo ser fiéis ao trailer e inclusivamente incluir a maioria dos diálogos na longa. mas uma notícia tão incrível tem de ser vista para ser acreditada.
Wildly Popular 'Iron Man' Trailer To Be Adapted Into Full-Length Film
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