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um buraco negro para mim é chinês

o reputado e alemão Instituto Max Planck foi notícia recentemente em duas ocasiões com aromas muito distintos:

"Science journal mistakenly uses flyer for Macau brothel to illustrate report on China"
e
"There is a giant black hole at the centre of our galaxy, a 16-year study by German astronomers has confirmed."

ambas as notícias são perturbadoras, quiçá por razões diferentes. mas o que poderia de facto atarantar-nos era se o cientista responsável pela descoberta galáctica fosse na realidade de origem chinesa. ha!

nota de rodapé - eu já sabia do buraco negro mas não disse nada. se combinarmos esta descoberta com a do dark flow e com o estado da oposição em portugal, percebemos como o apocalipse está de facto iminente. winter is indeed coming.

há alguma coisa lá ao fundo


adoro este tipo de descobertas. os cientistas descobriram que existe algo, estruturas desconhecidas (brrr), para lá do nosso horizonte cosmológico - que fica a cerca de 14 biliões de anos-luz de distância - a puxar o nosso universo (e tudo o que nele está contido, tipo nós) na sua direcção, à velocidade de mais de 3 milhões de quilómetros por hora. este fenómeno tem o nome fascinante de dark flow (tem mais pinta do que aspirador pós-cósmico). e levanta um par de questões interessantes, do tipo: se há um lá, tratar-se-á de outro universo? que tipo de força poderia chupar assim o nosso? será este o anti-big bang (ou a formação de outro, no universo ao lado)? porque é que os cientistas ficam famosos a fazer perguntas a que ninguém sabe responder (mas soam bem em ocasiões sociais)? portanto, das duas uma: ou se trata da descoberta mais importante do multiverso - algo que apenas saberemos daqui a uns biliões de anos, se ainda cá estiver alguém (o santana lopes?) - ou é simplesmente deus a enrolar a cena toda, finalmente farto de não ter ninguém para jogar aos dados.

matrioshka

este vídeo de tyson ibele poderia ilustrar o conceito de clímax num filme de terror no espaço.
na realidade, foi a sua contribuição para o desafio da cgsociety uplift universe, um sítio de coisas interessantes.

protector solar


à primeira vista não se percebe muito bem, mas estão sempre a passar-se coisas interessantes no Sol. a luz do Sol é um dos factores que mais contribui para que não o vejamos. o outro é ser de noite. assim, como não o conseguimos discernir como deve ser nem de dia nem de noite, pedimos a uns cientistas bondosos para nos arranjarem uns óculos escuros especiais para tirarmos umas fotos com o telemóvel. para principiante, até que não ficou mal. e quem é que ia adivinhar que havia festa da grossa práqueles lados? (resisti a dizer "escaldante"; pronto, não resisti) embora algumas imagens se pareçam com as de um furúnculo que uma vez tive em casa da minha tia-avó na Foz do Arelho. e outras pareçam um bocado um pudim de baunilha com bolor.
mas olhem, o Sol tem o volume de um milhão e trezentas mil Terras. e é a nossa principal fonte de energia (além do café). vi aqui.

guerra fria esperança contra aquecimento global



os dois países com mais seres humanos estão a levar a sua rivalidade mesmo muito longe. concretamente, para o espaço. aparentemente, a Índia, "chocada" com o facto de a China ter conseguido abater um dos seus próprios satélites o ano passado (imagem aqui mesmo ao lado; sim, essa) sentiu-se ultrapassada e está actualmente a acelerar o seu programa espacial de modo a poder competir na "corrida". isto pode ser tudo um pouco exagerado pelos media, mas no fundo não é nada que não esperássemos - afinal são as duas maiores economias emergentes do globo e são ambas boas com números. um showdown espacial seria lógico, claro. por outro lado, pode ser que esta seja a solução, afinal (e não a "solução final", ahah). as nações com biliões de razões para estarem nervosas com a falta de espaço terrestre podem muito bem ser as primeiras a arranjar mais espaço no, huh... espaço. ou seja, a voragem da rivalidade militar pode dar origem, indirectamente, a descobertas e avanços tecnológicos que nos permitam considerar mais seriamente o próximo passo evolutivo: colonizar outras esferas celestes (alforfilhar, cavar, dar de frosques, desandar, pildar, unhar, zarpar, garfiar, bazar, enfim, estão ver a coisa).

so long, and thankz for all the fish


nestes tempos interessantes em que vivemos (na acepção da antiga maldição chinesa), vale a pena virar a nossa atenção para os great outdoors e ficarmos um pouco mais cientes de que somos apenas uma partícula no espaço. por exemplo, fiquei a saber que se podem ter descoberto indícios que houve um tempo antes do Big Bang e que este universo pode ter sido gerado por outro. ou seja, que esta coisa de universos pode ser uma espécie de máquina auto-replicadora, o que simultaneamente confirmaria a teoria da "seta do tempo" (porque é que ele se mexe numa única direcção) e a ideia de que o tempo nunca terá termo. aqui podem ler as fascinantes descobertas dos cientistas e aqui as reflexões que elas sugerem ao warren, o eterno optimista.
uma outra noticiazinha é ligeiramente mais preocupante. parece que o campo magnético terrestre tem vindo a perder intensidade e que, para além de reverter a polaridade da Terra súbita e inexplicavelmente de tempos a tempos, deixando-nos indefesos no período em que se processa a reversão, ele é a nossa única protecção contra uma saraivada constante de partículas solares que, por aí à solta, nos incomodariam certamente mais do que apenas estragar os telemóveis. aparentemente, temos 500 anos até o campo desaparecer.
portanto, meninos e meninas, é aproveitar enquanto há. pode ser que venha a haver para sempre, mas já não será para nós (humanos). relativizemos as coisas, dado que somos uma média estatística. aprendamos com a aleatoriedade porque, se calhar, não há aleatoriedade.