big stuff
"For thousands of years the imagination of storytellers has been a guiding light for people trying to change the world. In the last decade or two science fiction has almost fallen behind the work of technologists and entrepreneurs. For the sake of a more interesting tomorrow, we need to get the proverbial horse back out in front of the cart with our imagination professionals building a vision of the future to inspire the builders of the new world."
carros é tão ano passado
o futuro é, por definição, imaginado
aachi e ssipak

num futuro futurista onde os recursos escasseiam e o ambiente pia funesto, eis que é descoberta uma nova fonte de energia. renovável. inesgotável. bem humana.
agora cliquem para descobrir qual é, no trailer do que parece ser mais uma obra-prima sul-coreana de f-c pouco correcta, mais uma lufada de ar fresco provinda dos campos por lavrar da animação não-ianque que fazem florescer em nós redobradas esperanças na aposta em valores não-seguros que electrifiquem as nossas sinapses enferrujadas pela melancolia deste baço aquário a que chamamos a enfermaria B do andar de psiquiatria. menos a parte do ar fresco. disfrutem. em francês.
dickhead
star trek: a new hope

afinal o impossível pode mesmo acontecer, demora é um bocadinho mais. foi preciso o j.j. para que um trailer de star trek tenha acção a sério, sexo prometedor, monstros convincentes, e sobretudo, aquela qualidade oh tão esquiva... pinta. já viram bem a enterprise?
agora até parece que vão transformar o trailer num filme e tudo. o futuro dá um presente muito interessante, realmente.
a ficção científica pode enlouquecer-vos

ou pelo menos este livro pode. aparentemente, o autor já estava razoavelmente demente - ou para lá de ganzado - quando o regurgitou nos idos de 1976. prova # 1: o enredo. excerto aleatório:
"The lemon girl and her boyfriend turn out to be from beyond the Zone, or two jumps removed from our reality, or something. It's kind of confusing. And the Superclown turns out to have been trained since birth to fight the Time Snake, or at least that's what the lemon girl tells him. He has weird memories of his childhood, which turn out to have been images of the Time Snake planted in his mind. Or something. They tell him to go kill the Time Snake and prove he's a man. In the end, the Superclown realizes that the lemon-girl and her mean boyfriend are playing him. The Time Snake is actually nice, and is from the distant future of the human race, and just wants to make friends."
prova #2: o título. que promessa de um showdown pujante.
o mito de se poder escrever melhor sob a influência de drogas que expandam a nossa consciência por vezes obnubila o facto de que os resultados podem ser apenas total e desalmadamente desassisados. o que não os torna menos divertidos, vejamos. adorava ver a adaptação ao cinema deste.
nota - há indícios de potenciais provas residuais que apontam na direcção de este livro poder ter criado, sozinho, uma singularidade penetradora do espaço-tempo e assim ter desencadeado o dark flow. consta.
e o meu voto para casal do ano vai para
matrioshka
finalmente uma visão realista do futuro
... da américa. artigo oportuno, se bem que incompleto. se correr mesmo tudo mal, pelo menos aqui ficam com umas directrizes para tentar sobreviver ao fim dos dias.
o futuro já não é o que era
um post do Luis Filipe Silva levou-me a querer impingir-vos um excerto de uma coisa que eu tinha escrito para a Umbigo a propósito de um tema muito semelhante.
Aparentemente, o futuro não está na moda: já vimos o suficiente, soubemos o suficiente, previmos o suficiente, para ficarmos (suficientemente) decepcionados. Afinal, o nosso presente era suposto ser o futuro e revelou-se estar envenenado. A tecnologia confirmou-se como um meio e não um fim, simultaneamente mais e menos do que si própria, mas uma das facetas dos amanhãs afónicos que mais ajudou a escavar a fossa foi a ausência de Outros. Neste tempo todo, sempre estivemos esperançados que nos encontrassem, que afinal fôssemos uma espécie de filhos perdidos numa ilha experimental à volta de uma estrela de classe G2 e que portanto tudo tivesse desculpa. Mas não. Por enquanto, continuamos teimosamente sós. E à deriva, no presente, embrulhado num futuro com sabor a ficção anacrónica. Quererá isto dizer que a ficção-científica (f-c), como género literário, perdeu o seu sentido? O seu timing? O seu carisma? A sua posição no ranking de vendas da Amazon? Bem, pelo menos vêem-se menos livros à venda, os autores do género parecem menos mediatizados e sim, sente-se um gosto amargo a crise. De mentalidades, sobretudo. Porque nunca precisámos tanto de boas obras de f-c.
Quando as coisas estão más, não gostamos muito de ler para o futuro, imediato ou não; preferimos ler para o passado, real ou não. O futuro tende a desiludir e os bons livros raramente foram optimistas, pelo menos em termos de evolução estatística da Humanidade - os heróis solitários são outra(s) história(s). Será talvez por isso que o género da Fantasia tem tido um êxito sem precedentes: uma misturadora eficaz de elementos históricos (normalmente de raíz mítica ou medieval), românticos, de aventura pura (ver romances de capa e espada), e de magia (ou sobrenaturais, que possam alterar o fluxo da realidade), são os ingredientes adequados para um passado alternativo, para uma possibilidade de que as-coisas-poderiam-afinal-não-ser-bem-assim. Os sonâmbulos funcionais que nós somos adoram sonhar que poderiam ter sido personagens de sonho, com poderes superiores aos de um comando universal, com uma pitada de medo, transformação e maturação, como as histórias de embalar, que os conforte na esperança de que pode haver esperança até para eles, pelo menos num dos universos alternativos possíveis. Se um mau passado nos pode desculpar, um bom passado (mesmo que ficcional) pode ser uma porta para o Verão do… futuro (real). E se a f-c também alberga estes instrumentos da narrativa para criar leitores interessados, propondo Histórias alternas, passados modificados, visões utópicas, perspectivas mordazes e até finais esperançosos (além de um uso espantoso da linguagem e dos nomes), a sua postura é inerentemente contemporânea dos tempos em que é escrita, o seu presente um fundíbulo crítico para as molduras dos horizontes de eventos das suas histórias.
belgrado, 2074
a Sérvia está oficialmente no mapa.
do cinema de animação de ficção científica, pelo menos. Technotise: Edit e Eu é a primeira longa-metragem do género vinda daqueles lados e conta a história de Edit, uma estudante de psicologia a quem começam a acontecer coisas bizarras quando faz um implante no cérebro. pois. estava-se mesmo a ver, certo? o filme combina quatro tipos diferentes de estilos de animação, faz-me lembrar algumas ilustrações de f-c dos anos oitenta que eu muito apreciava e ajuda a confirmar que o futuro jaz a Leste. bring it on!
o dia seguinte
And swallows circling with their shimmering sound;
And frogs in the pool singing at night,
And wild plum trees in tremulous white;
Robins will wear their feathery fire,
Whistling their whims on a low fence-wire;
And not one will know of the war, not one
Will care at last when it is done.
Not one would mind, neither bird nor tree,
If mankind perished utterly;
And Spring herself when she woke at dawn
Would scarcely know that we were gone.
Sara Teasdale (1920)
o filme, soviético, é baseado num conto de Ray Bradbury, There Will Come Soft Rains. os russos parece que têm um jeito especial para a tristeza. e é verdade que ninguém terá saudades de nós. mesmo que houvesse alguém para ter.
uma esfera de Dyson é um bocado maior que a estrela da morte
o meu espírito conturbado tem-se vindo a debater com pelo menos três Grandes Perguntas ao longo das eras, que aqui verto humildemente para vossa contemplação e sofrimento: o universo serve para quê, além de nos chatear com questões de escala? como é que santana lopes pôde alguma vez chegar a primeiro-ministro? e será que um super star destroyer é maior do que a babylon 5?
se as duas primeiras constituem de facto mistérios insondáveis, a terceira acaba de ser miraculosamente respondida pelo senhor Jeff Russell, no seu mui maravilhoso e utilíssimo site! foi para coisas destas que fizeram a Internet. de certeza. só pode. com uma atenção ao pormenor que classificaríamos de demente (no bom sentido), podemos assombrar-nos com quadros exaustivos - e muitas vezes especulativos - de comparação dimensional num rácio de metro-para-píxel que se adapta a qualquer plataforma, da quase totalidade de naves e estações espaciais das principais séries, filmes e livros de ficção científica, incluindo ainda artefactos reais (como aviões, vaivéns e submarinos, entre outros), bichos e personagens - sim, o monstro de Cloverfield é bué maior que o Godzilla. ah, e o destroyer também faz sombra à estação espacial. bliss.
para um quadro com um pequenino best-of, cliquem aqui.









