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já era duvidoso na altura


a publicidade nunca é inocente, mas a demanda desbragada pelo factor choque ou surpresa, ao confundir limites, pode revelar-se curiosamente ingénua (ou meramente cega).
mas tudo é uma questão de timing (a madame butterfly tinha quinze primaveras).

shitting there


admiro visceralmente os anúncios que vão fundo na penetração dos medos mais recônditos da alma imaculada, desafiando os tabus mais entrosados, subvertendo a moral e os bons costumes da burguesia sentada, descontextualizando clichés psico-sociais, utilizando desbragadamente a herança imagética surrealista - simplesmente para vender desinfectante para sanitas.
assim se lida de modo frontal com um dos supremos horrores do modo anal. repensar a sanita. eis o que faz falta. a relação com o Outro através da transmissão de germes inscrustados em resíduos secos colados em pêlos púbicos. a (perigosa?) aleatoriedade do alheio no privado e a sua íntima relação com shannen doherty. e as imagens apresentadas revelam o paradoxo último do trono defecador: se fossem invertidas, a mensagem seria a mesma. holy shit.

o meta-autor

ao desconstruir os mecanismos de promoção de livros na televisão (abaixo) e na net (aqui, por exemplo) com a cumplicidade dos (melhores) profissionais nas respectivas áreas, john hodgman consegue uma pirueta difícil de executar: a meta-ficção a usar a meta-comédia como processo de transformação do autor na mensagem. não perceberam? leiam o livro.

os americanos ainda conseguem ser geniais



para referência quanto à expressão usada no vídeo - tornada célebre há uns anos numa campanha televisiva da cerveja budweiser -, sigam os links deste post.

faz café



o verdadeiro eu-telefone! o replicant dos telemóveis! o gadget supremo! assim também eu queria.
em alternativa, posso sempre ir viver para o canadá.

o leite faz crescer

nestes tempos em que se diz mal de tudo, o leite precisava de um boost de marketing direccionado, a fim de maximizar o seu público-alvo alargado. que inclui certamente homens de negócios libidinosos e otakus em geral. assim, este admirável anúncio nipónico pretende subtilmente fornecer pistas para a resposta àquelas duas insidiosas e ancestrais questões que nos afligem a todos: afinal de onde vem o leite? e afinal que parte do corpo é que faz crescer?



o refrão? "gosto de leite, gosto de leite, gosto de leite!"
mmmh.