a queda do império americano



nos Estados Unidos, a tendência natural é para ser tudo em grande, ou 8 ou 8 milhões - como o avanço feito ao autor de Cold Mountain pelo seu segundo livro, que acabou por vender menos de 500 000 livros, o que lá é uma desgraça - e a indústria do livro está em pleno espasmo, como se pode aferir da leitura deste artigo. nada que não soubéssemos já, mas é sempre interessante olhar para aqueles números (e para aqueles egos, para a importância de Oprah Winfrey, por exemplo), que neste momento soam já a coisa do passado. o livro é lento, mas quem manda agora quer que passe a ser rápido - é esta contradição ou impossibilidade intrínseca que vai matar o modelo actual de negócio, e, talvez, a qualidade média de muitas obras. afinal foi o que aconteceu com o cinema de hollywood, e vejam o resultado. a procura desesperada pelo blockbuster (o termo actualmente já se aplica também a livros...) poderá matar a galinha dos ovos de ouro. porque a questão de futuro não se põe, mais uma vez, a respeito dos contentores - e o futuro já está na internet, facto confirmado pelo crescente poder da amazon - , mas a nível do conteúdo.

"(...) pretty much every aspect of the business seems to be in turmoil. There’s the floundering of the few remaining semi-independent midsize publishers; the ouster of two powerful CEOs—one who inspired editors and one who at least let them be; the desperate race to evolve into e-book producers; the dire state of Borders, the only real competitor to Barnes & Noble; the feeling that outrageous money is being wasted on mediocre books; and Amazon .com, which many publishers look upon as a power-hungry monster bent on cornering the whole business.
(...) But can they survive inside a corporate, blockbuster-bound culture? “You can’t turn a camel into an alligator,” says longtime agent and former Grove editor Ira Silverberg. “I’d rather we have several soft years when investors get out and people who care about the values in the business reinvest.”
(...) You don’t have to look further than the pages of The New York Times Book Review or the shelves of Borders to see that the market for fiction is shrinking. Even formerly reliable schlock like TV-celebrity memoirs doesn’t do so well anymore. And “the next thing,” as Publishers Weekly editor Sara Nelson notes drily, “is not bloggers writing books.”