julgar livros pelas capas









uma capa é o trailer silencioso dos livros. ela tem de dizer tudo de uma vez para atrair o potencial leitor, com recursos escassos para os parâmetros publicitários actuais. a capa tem de lutar contra a falta de tempo do comprador, a falta de notoriedade do autor e sobretudo contra os outros livros atafulhadamente vizinhos. tem de ser coerente, simbólica, informativa e sobretudo sedutora. muitas vezes tem de disfarçar a falta de qualidade ou elevar-se acima do género que resguarda. tradicionalmente, a capa tem uma missão: fazer com que as pessoas executem um movimento manual com duas partes distintas:
1. pegar no livro
2. folheá-lo ou virá-lo, para ler a contracapa (que faz parte integrante da capa, não esqueçamos) ou eventualmente as badanas.
aí se tem de completar o acto de sedução do possuidor latente, ao explicitar o conteúdo (e excitar a sua curiosidade ou determinação) mas sob a forma de desafio - a pessoa ainda não tem a certeza se vai gostar, mas está disposta a go for the ride. toda esta manobra de sedução me parece um pouco ultrapassada, no que se refere ao que considero ser o conteúdo de um livro. mas resta a parte da ilustração e essa pode valer por si, como já viram ali em cima. a pequena selecção provém deste site americano fascinante, que aconselho vivamente a visitar e onde podem encontrar informação sobre as imagens e muitas outras capas fabulosas. (porque não estarão lá portuguesas?)

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